O contador Eraldo dos Santos proprietário da empresa Julcec
(ex-Gilcec), diz estar sendo ameaçado por membros do PMDB de morte para que
entregue algumas documentações que estavam na sala de seu sócio que faleceu no
ano passado. Eraldo diz ter documentações irregulares que podem ate impedir a candidatura
de algumas pessoas.
Veja o conteúdo da entrevista fornecida a Radio Difusora 910:
“O que era para ser uma simples entrevista para falar sobre a
prestação de contas das Associações de Pais e
Professores (APP) das escolas da rede municipal de Içara, acabou se transformando numa pesada
denúncia de ameaça. O contador Eraldo dos Santos,
proprietário da empresa Julcec (ex-Gilcec),
disse que está sendo ameaçado pelo subprefeito Jurê Bortolon (PMDB) e por membros da família de Jairo Celoy Custódio (PMDB), irmão
do ex-sócio de Santos, o Gilmar Custódio, falecido no ano passado. As
ameaças estariam condicionadas à entrega de documentos que ficaram presos na
sala de Gilmar.
Entre esses documentos, Santos citou a prestação de contas das APP´s, requerida pelo atual secretario de Educação
de Içara, Toninho de Mello (PMDB). “Tudo o que ele quer é a
prestação de contas para se livrar e se candidatar novamente. Mas eu não
entrego para ele. Entrego para o Ministério Público”, disse,
no programa Difusora Notícias. “Ele me disse que precisa
desses documentos para poder se candidatar, senão terá que voltar para a sala
de aula”, completou”
A fala foi motivada pela resposta de Mello à entrevista coletiva concedida pelo PP nesta quinta-feira. Conforme a denúncia, a
secretaria não tem recolhido INSS e FGTS das associações. Para se defender, Mello citou que a responsabilidade era de Santos, por ser o contador das associações. Santos, por sua vez, na sua defesa, citou que
atualizou os depósitos somente à partir de outubro quando assumiu a
responsabilidade que até então era de Gilmar.
Mas, Santos deixou a entender que esses documentos que
ele tem em sua posse contam outras coisas. “Quando ele morreu, ele deixou
tudo que tinha na sala dele. Eu sabia tudo da vida dele. Quando eu fui
destrinchando a documentação é que vi a ‘podrideira’, a documentação ‘tudo
irregular’”, disse. Na insistência sobre o conteúdo
desses documentos, ele citou que ele se refere “a tudo que envolve o irmão dele (Jairo), o prefeito e a família”, completou.
“Já fiz denúncias ao Ministério
Público. Já estou autorizado a me cuidar. Há quatro meses, minha vida virou um
inferno. Eu tenho sido ameaçado em função da política”, informou. “O
Ministério Público está investigando. A polícia está investigando”,finalizou.
O subprefeito Jurê Bortolon negou
as ameaças e acrescentou que jamais iria requerer documentos relacionados à
política, pois não pretende mais ser candidato. Jairo Custódio e o prefeito Gentil da Luz (PMDB) ainda
não foram localizados pela reportagem.
A casa esta caindo...
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